
Comunidade cigana em marcha silenciosa de protesto
na cidade de Beziers, na França. |
Ciganos: moção de repúdio à discriminação
Rio de Janeiro - Representantes da comunidade cigana aproveitaram o Encontro da Diversidade Cultural Brasileira, realizado pelo Minc, no Rio de Janeiro, para protestar contra a discriminação que enfrentam em vários países. O presidente da ONG Embaixada Cigana do Brasil, de São Paulo, Nicolas Ramanush, entregou ao secretário de Identidade e Diversidade Cultural do Minc, Américo Córdula, moção de repúdio à atitude do presidente da França, Nicolas Sarkozy, de deportar os ciganos residentes na França.
De acordo com Ramanush, o encontro da Diversidade Cultural é uma oportunidade para pedir ajuda ao governo brasileiro à causa cigana. Ramanush disse que a decisão de Sarkozy é política. “Todos os ciganos que ele diz que estão ilegais no país têm até a terceira geração nascida na França. Portanto, são franceses”. Apesar disso, acrescentou, os ciganos vivem em guetos na França, como se fossem “franceses de segunda classe”.
De acordo com cálculos da ONG, esses ciganos somam em torno de 400 mil pessoas, das quais somente dez mil representariam um problema social. “O que devemos ter em mente é que eles são cidadãos franceses que, infelizmente, não sabem como lutar pelos seus direitos”. Ramanush afirmou que essa prática de deportação não é novidade na França. “Vez por outra, eles fazem isso. E, dessa vez, o bode expiatório são os ciganos. Se aceitarmos isso calados, a coisa vai continuar acontecendo” (ABr). |