
A Caixa empresta por dia mais de R$ 278,5 milhões para a casa própria.
Etanol comanda a
alta do custo de vida
São Paulo – O custo de vida no município de São Paulo teve alta de 0,25% em agosto, aumento de 0,11 ponto percentual (pp) em relação ao mês anterior, que apresentou elevação de 0,14%. Segundo o Índice do Custo de Vida (ICV) divulgado pelo Dieese, o aumento no preço do álcool combustível (etanol), de 7,74%, foi o maior responsável pela alta.
O preço médio do etanol em agosto contribuiu com 0,1 ponto percentual no cálculo no índice. O grupo transporte, impulsionado pela alta do álcool, teve participação de 0,13 pp na elevação de 0,25% do custo de vida. O grupo habitação foi responsável por 0,12 pp, com destaque para o aumento nos preços dos aluguéis e nas tarifas de luz.
Segundo a coordenadora de Pesquisa do Dieese, Cornélia Nogueira, a elevação do preço do etanol era esperada, pois o atacado já havia apresentado alta no mês anterior. “Toda vez que há alta no preço do atacado, um mês depois a alta chega no varejo”, afirmou. De acordo com ela, como o atacado continua em alta, provavelmente o preço ao consumidor do combustível continuará em alta no próximo mês (ABr). |
Aumenta a projeção de reajuste da energia
Brasília - O Banco Central (BC) elevou a projeção de reajuste da tarifa de eletricidade de 1,5% para 3,7%, neste ano. A informação consta da ata da última reunião do Copom. Para a tarifa de telefonia fixa foi mantida a estimativa de aumento de 1,6%. Para a gasolina e o botijão de gás também permanece a perspectiva que não haverá reajuste.
A projeção de reajuste para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado de 2010 ficou em 3,6%, mesmo valor considerado na reunião de julho, segundo o cenário de referência. Esse conjunto de preços, de acordo com os dados publicados pelo IBGE, correspondeu a 29,30% do total do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. A estimativa de reajustes dos itens administrados por contrato e monitorados para 2011 foi mantida em 4,4% (ABr). |
Crédito imobiliário da Caixa deve passar de R$ 70 bilhões
A Caixa Econômica Federal acaba de bater mais um recorde em financiamento habitacional
Balanço do banco do último dia 3 de setembro mostra que o valor aplicado em habitação em 2010 (R$ 47,6 bilhões) já é maior que o montante atingido em todo o ano passado - R$ 47,05 bilhões. Se a comparação for com o mesmo período de 2009 – quando a CAIXA emprestou R$ 25,2 bilhões – o crescimento chega a 87,6%.
O total aplicado até setembro também representa mais do que o dobro do valor emprestado para habitação em 2008 (R$ 23,3 bi), um crescimento de 103%. O balanço também mostra que o número de contratos de 2010 (773.247) já representa 86,2% do total atingido em 2009 (896.762). Atualmente, o banco empresta por dia mais de R$ 278,5 milhões para a casa própria, com mais de 4,5 mil contratos assinados.
Para a presidenta do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, “mantido o ritmo atual de contratações, o crédito imobiliário da CAIXA deve atingir R$ 70 bilhões até o fim do ano. O volume registrado até agora, por si só, já é um resultado a ser comemorado. O mais importante é que não se trata de acontecimento sazonal ou isolado, mas, sim, de um ciclo virtuoso sustentável”, afirmou.

Destaque para o feijão em grão terceira safra com aumento de 16,1%. |
| Queda menor nos preços dos alimentos leva à inflação maior |
Taxa de juros tem nova queda em agosto |
Rio de Janeiro - Os preços dos alimentos e das bebidas tiveram uma queda de 0,24% em agosto deste ano. A redução foi menor do que a registrada no mês anterior (0,76%). A queda menor dos preços dos alimentos foi uma das principais responsáveis pela alta de 0,04% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial medida pelo IBGE, contra o 0,01% registrado em julho.
Os alimentos vêm sendo os principais responsáveis pelo resultado do IPCA neste ano. Nos cinco primeiros meses do ano, altas nos preços desse grupo puxaram a inflação para cima. Em junho, a queda de 0,90% contribuiu para o resultado do IPCA, que não apresentou variação. Desde então, as reduções de preços foram menores. Em julho, a queda dos alimentos foi de 0,76% e o IPCA subiu para 0,01%. Em agosto, a queda diminuiu para 0,24% e o IPCA aumentou para 0,04%.
As chuvas do início do ano prejudicaram as safras e aumentaram os preços dos alimentos até maio. Com o fim das chuvas, os preços caíram. Em agosto, segundo o IBGE, os alimentos no Brasil foram influenciados pela seca e pela alta nos preços de produtos como o trigo e a soja no mercado internacional. “O que se evidencia neste último mês é que alguns alimentos mostraram alta em função da seca, que pode já estar prejudicando algumas lavouras, embora isso não esteja sendo medido. Temos também a seca na Rússia, que está prejudicando a lavoura lá e fazendo com que a demanda de produtos alimentícios do Brasil seja reforçada”, disse a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos (ABr). |
As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser reduzidas em agosto, aponta pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC). É a terceira queda em 2010, e a taxa de juros média para pessoa física atingiu o menor patamar desde a série histórica iniciada em janeiro/1995.
Das seis linhas pesquisas para pessoa física, só o cartão de crédito rotativo manteve a taxa de juros inalterada. A taxa média geral foi reduzida em 0,10 ponto percentual (2,47 pontos percentuais no ano), correspondente a uma redução de 1,46% no mês (2,03% em doze meses), passando de 6,85% ao mês (121,46% ao ano) em julho/2010 para 6,75% ao mês (118,99% ao ano) em agosto/2010 – a menor taxa de juros média da série histórica. Para pessoa jurídica, a taxa média geral apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual (0,54 em doze meses) correspondente a uma redução de 0,78% no mês (0,94% em doze meses), passando de 3,85% ao mês (57,35% ao ano) em julho/2010 para 3,82% ao mês (56,81% ao ano) em agosto/2010 - sendo esta a menor taxa de juros média desde maio/2010. De acordo com o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, conselheiro e coordenador de pesquisas da ANEFAC, as reduções podem ser atribuídas ao bom momento da economia brasileira, à normalização do mercado externo após as turbulências provocadas pela crise européia e à volta do crescimento das principais economia. |
Estimativa de agosto para produção agrícola é recorde
Rio de Janeiro – A estimativa de agosto para a produção agrícola deste ano é de uma safra de 148 milhões de toneladas, montante 1,4% superior ao recorde registrado em 2008 de 146 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. Em comparação com a safra de 2009, que havia sido de 134 milhões de toneladas, o aumento deve ser de 10,5%. Apesar disso, a área colhida neste ano, de 46,7 milhões de hectares, será 1,2% menor do que a registrada no ano passado.
Entre os estados que devem ter maior participação na safra de 2010 destaca-se o Paraná, que deve ser o principal produtor no país, respondendo por 21,5% da participação. Os demais estados líderes em produção de grãos neste ano devem ser Mato Grosso (19,1%), Rio Grande do Sul (16,8%) e Goiás (9,0%). A safra de 2010 deve ser maior que a de 2009 para 18 produtos, com destaque para a aveia em grão (37%), cevada em grão (32,7%), milho em grão segunda safra (22,4%), soja em grão (20,6%), feijão em grão terceira safra (16,1%), mamona em baga (15,6%) e café em grão (14,8%)(ABr).
|